Terça-feira, 3 de Abril de 2007

...

Deixo cair o meu copo no tapete, está pegajoso da bebida que já há muito consumi.

Não me preocupa que me suje os sapatos, ainda há pouco tão brilhantes.

A porta abre-se e sinto o ar frio da noite, tantas caras, cheias de esperança, tantos sorrisos partilhados…

Procuro o meu carro, mas já não sei se conheço o caminho, nem sei se quero ir.

Prefiro ir a pé, mesmo que fique longe, não me importa.

O vento espalha-me o cabelo pela cara, deixo de ver o caminho, e os carros que passam por mim parecem borrões de luz.

Uma das alças do vestido descai do meu ombro, esta noite não sinto o frio, será que existe?

Com as costas da mão tiro o pouco batom que me resta nos lábios, sinto-os molhados e lembro-me de tantos beijos que já dei, tantos suspiros, tantas gargalhadas que soltei e promessas que fiz.

Quero ir para longe, não importa do destino.

Amanhece, já não sei quantos quilómetros andei, quantos comentários ouvi pelo caminho, mas hoje sinto-me a personagem principal, sei que nada me atinge.

Porque é que tudo tem que ter uma explicação?

Sei que cheguei porque o sol está a nascer, agora já não posso fugir, esconder-me como se fosse apenas mais uma criatura da noite.

Odeia-me por ser assim!

Que posso fazer? Eu sou assim, e gosto…

 


Contado por ladybugstories às 17:58
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